Pode-se escrever
Pode-se escrever sem ortografia
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua sem saber essa língua
Pode-se escrever sem saber escrever
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem caneta
Pode-se sem caneta escrever caneta
Pode-se sem escrever escrever plume
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se escrever nada sem sabermos
Pode-se escrever sabermos sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever com nada
Pode-se escrever sem nada
Pode-se não escrever
Pedro Oom; Actuação Escrita; Lisboa, & Etc., 1980
NADA
A Setembro de 2004, dois estudantes de design de aveiro juntaram-se e inauguram o NADA. Um forum desértico, sem conteúdo nem tema e sem uma audiência à altura da exaltação do vazio. Mas a dinâmica emerge, os temas surgem, pois os meandros do design são vastos, obscuros e sujos.
As discussões empolgam o auditório e trazem à boca interessantes disputas e vastas polémicas, mas a irregularidade das intervenções suprime a vontade, desmotivando a audiência já de si fraca e pouco entusiasta. Havia vontade de com NADA fazer muito, mas a atitude generalizada era débil. E embora apoiados por muitos, várias vezes ameaçámos fechar e inclusive planeámos o enterro de NADA…
3 anos depois, a nossa persistência e convicções mantêm-se, levando-nos, inclusivamente, mais longe. O NADA surge recrudescido, no formato blog: mais objectivo, mais experiente e sobretudo mais actualizado! Distinguindo-se dos demais por estar aberto à comunidade.
Aberto à contribuição dos empenhados mediante um registo livre, tendo bem presente o sentido de colectividade: onde todos ganhamos, se todos contribuirmos. Mas no fim de contas, quem ganha é o Design. E é essa a missão de todos nós…